Ártico pode ficar sem gelo marinho no verão até a década de 2030.
O Ártico pode ficar sem gelo marinho cerca de uma década antes do projetado, alertaram os cientistas – outro sinal claro de que a crise climática está acontecendo mais rápido do que o esperado, à medida que o mundo continua a bombear a poluição que aquece o planeta.

Um novo estudo publicado nesta terça-feira (6) na revista Nature Communications descobriu que o gelo marinho do Ártico pode desaparecer completamente durante o mês de setembro, já na década de 2030.
Mesmo que o mundo faça cortes significativos na poluição que aquece o planeta, o Ártico ainda poderá ter verões sem gelo marinho na década de 2050, relataram cientistas.

Os pesquisadores analisaram as mudanças de 1979 a 2019, comparando diferentes dados de satélite e modelos climáticos para avaliar como o gelo marinho do Ártico estava mudando.
Os pesquisadores descobriram que o declínio do gelo marinho foi, em grande parte, resultado da poluição causada pelo homem, que aquece o planeta, e modelos anteriores subestimaram as tendências de derretimento do gelo marinho do Ártico.
As descobertas do estudo contrastam com o relatório do estado da ciência de 2021, do Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que concluiu que o Ártico estaria “praticamente sem gelo perto de meados do século em cenários intermediários e altos de emissões de gases de efeito estufa.”

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