No próximo domingo (31), terá início a Conferência da ONU para Mudanças Climáticas em Glasgow, na Escócia, com as principais lideranças mundiais para debater soluções para o tema.

Alguns jovens brasileiros estarão no evento para participar da discussão, que é uma das principais do momento no mundo todo. Entre eles, estará a jovem embaixadora da ONU, delegada do Brasil no G20 Youth Summit e diretora executiva do Perifa Sustentável, Amanda Costa.

Em entrevista à CNN Rádio nesta quinta-feira (28), ela explicou que o desenvolvimento sustentável está distante dos territórios periféricos. “Na mentalidade das pessoas ‘de quebrada’, de favela, esse tema é distante, algo de pessoas privilegiadas, que têm a oportunidade de viajar para outros países para conferências.”

Amanda avalia que a questão da justiça climática é importante: “A gente entende que os principais impactos, a periferia é que sofre primeiro, é mais vulnerável, é importante capacitar essas pessoas residentes desses territórios para que pensem em soluções para os desafios e que participem desse processo.”

“É importante porque senão aumenta desigualdade e não causa transformação real, só fala com a bolha, e é essa a minha missão, furar a bolha e ampliar o discurso”, completou.

A ativista ainda lamentou que o cenário de educação ambiental no Brasil, hoje, esteja enfraquecido, na opinião dela. “O primeiro passo é construir políticas que vão ajudar as futuras gerações a ter um olhar diferente, educação ambiental é pensar em sustentabilidade, diminuir as desigualdades sociais, fomentar uma economia inclusiva ao mesmo tempo que a gente é ambientalmente sustentável.”

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