Sabemos que catalisar altos volumes de dinheiro privado para investimentos relacionados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) continua sendo uma via considerável para alcançar a escala necessária nos países em desenvolvimento.

Na verdade, o próprio setor privado está virando a esquina, em propósito, se ainda não em ações. As gigantes globais da gestão de patrimônio, capital privado e investimento institucional veem os investimentos verdes e sociais como essenciais, tanto para reduzir os riscos do planeta quanto para obter retornos sustentáveis. O desafio é direcionar mais para os mercados emergentes e países pobres.

Os investimentos ESG e de impacto desempenham um papel vital no apoio aos esforços dos países para fazer avançar os ODS por meio de financiamento direto e fomento para projetos e programas, além de ajudar na mobilização de recursos públicos e privados para investimentos alinhados aos ODS.

A adoção das boas práticas ambientais, sociais e de governança (ESG, do inglês “environment, social and governance”) é um imperativo sem volta para avaliar as empresas e seus investimentos, tais práticas parecem caminhar de modo acelerado, sendo incorporadas na pauta das investidoras do novo capital ESG e de impacto. O caminho da agenda ESG tem como meta a agenda 2030 das Nações Unidas.

A sistematização dos critérios ESG nas decisões dos investidores pode ser entendida como uma ampliação do foco tradicional, ou seja, os acionistas, para todas as partes interessadas. Com isso, a tomada de decisão do investimento passa a levar em consideração os benefícios, ou como queiram, o impacto deste em todas as partes interessadas: funcionários, consumidores, fornecedores e comunidade – e não somente o lucro potencial para o negócio e seus donos. Não é por menos, que o ESG é compreendido como investimento responsável e ético.

Fonte:https://forbes.com.br/forbesesg/2022/01/haroldo-rodrigues-caminho-da-agenda-esg-no-brasil-e-a-agenda-2030-das-nacoes-unidas/