A cidade de São Paulo ganhará sua primeira “fazenda” de energia solar, que será construída na Zona Norte da capital, no antigo Aterro Bandeirantes. Fruto de uma Parceria Público-Privada (PPP) entre a Prefeitura e o Consórcio Sol da Saúde, a iniciativa irá instalar sistemas fotovoltaicos que beneficiarão 172 unidades básicas de saúde (UBSs) no município. O compromisso foi assinado nesta terça-feira (14) e atende à modalidade de concessão administrativa, incluindo os serviços de gestão de créditos junto à distribuidora de energia.

A PPP irá realizar a implantação, operação e manutenção das unidades de geração de energia solar, que já dispõem de uma estrutura: os painéis serão instalados nos tetos de 80 UBSs, podendo beneficiar até 92 unidades extras através do autoconsumo remoto — totalizando 172 unidades.

No primeiro ano, a produção tem estimativa de 5,5 GWh, através da implementação de 3,45 MW de potência instalada. Ela proporcionará a economia de até 56% de energia, o equivalente a R$ 2,05 milhões por ano, segundo os estudos da Prefeitura. Ao fim dos 25 anos de concessão da PPP, a estimativa é que tenham sido economizados R$ 65 milhões.

Com a nova disposição de energia, serão 72.594 toneladas de CO₂ a menos na atmosfera, o proporcional a 483.504.983 km percorridos por veículos. “Essa é uma iniciativa muito importante, pois temos 469 UBSs e 80 delas darão uma economia de mais de 1 milhão de árvores, além do ganho financeiro. Por isso, este é um motivo de bastante orgulho que demonstra o nosso compromisso com as questões ambientais e para que possamos ter cada vez mais iniciativas como esta”, disse o prefeito Ricardo Nunes.

O contrato prevê, ainda, a geração de empregos e capacitação em larga escala dos futuros trabalhadores do setor, atendendo à demanda energética de unidades consumidoras vinculadas à Secretaria Municipal da Saúde.

O consórcio vencedor é formado pela empresa catarinense Quantum Engenharia e pela consultoria Houer Capital, que ganhou a licitação em fevereiro graças ao baixo valor de contraprestação a ser paga mensalmente pela Prefeitura. Juntas, além de reestruturar o aterro desativado desde 2007, elas serão as responsáveis pela conexão, junto à distribuidora, entre estrutura e rede elétrica, além da própria gestão dos créditos. A energia gerada pela estrutura será injetada na rede elétrica da distribuidora e abastecerá outras unidades consumidoras da cidade de São Paulo que não possuem usinas fotovoltaicas.

O Secretário Municipal da Saúde, Edson Aparecido, comemorou tanto a conclusão do negócio quanto o investimento do Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID). O Secretário Municipal de Governo, Rubens Rizek, também celebrou os avanços que São Paulo tem conquistado. “Hoje temos a assinatura de um processo muito bonito que serve de exemplo para outros municípios. Um caminho sem volta para que São Paulo seja, além da capital mundial da vacina, a capital da boa eficiência energética”, concluiu.

Fonte:https://www.aecweb.com.br/revista/noticias/capital-paulista-ganhara-primeira-fazenda-de-energia-solar/22883