Está perto de terminar a contagem regressiva: no último dia deste mês será aberta em Glasgow, na Escócia, a 26ª conferência do clima da ONU, a COP26. Serão 12 dias de intensos debates e negociações determinantes para o futuro do planeta.

Governos de quase 200 países estarão ao lado de integrantes de diversas áreas da ciência, da economia e da sociedade para analisar o que foi feito globalmente para conter as mudanças climáticas, desde o Acordo de Paris, em 2015, além de revisar os mecanismos de atuação e traçar novas – e urgentes – ações para os próximos anos.

Para ter um panorama das questões mais aguardadas do encontro mundial, 18 especialistas e lideranças compartilharam com EXAME as suas maiores expectativas:

“Espero que o governo brasileiro apresente compromissos sólidos. Já há algumas críticas ao que foi apresentado, mas aguardo algo novo e mais completo. Outra expectativa é que mais empresas assumam metas efetivas, consistentes e ambiciosas. A sociedade civil também vai levantar temas importantes, como as queimadas, da mesma forma que a academia, que tem feito grandes estudos. Apesar de a COP26 ser um espaço de negociação, como o secretário-geral António Guterres sempre diz, a negociação já foi, agora é hora de todo mundo mostrar a que veio. A gente tem visto que as coisas estão acontecendo, como o Summit liderado pelo Biden e a China avisando que não vai financiar usinas a carvão, mas esperamos ainda mais. E temos que falar sobre o Artigo 6, sobre o financiamento dessa coisa toda. É um tema muito importante. Será a grande negociação que vai ter nessa COP26, além da criação de um novo mecanismo de mercado para o carbono. São todas coisas objetivas. Complicadas, mas objetivas.”

“A agenda do clima é uma grande oportunidade para o Brasil, que, além das vantagens naturais, possui uma indústria comprometida com o desenvolvimento sustentável. O setor irá à COP-26 apresentar suas experiências bem-sucedidas no uso eficiente de recursos naturais e na redução de emissões. O mundo cobra do Brasil responsabilidade ambiental, e o setor privado tem interesse em se manter alinhado com os acordos internacionais. Além disso, estamos na expectativa sobre a definição das regras para o mercado global de carbono, imprescindível para o cumprimento das metas do Acordo de Paris. Com regras justas e transparentes e, se bem operado, esse mecanismo propiciará novos negócios, investimentos e transferência de tecnologia para o Brasil.”

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