Emergência climática num mundo desigual: o que é transição energética justa e por que precisamos falar sobre ela.
A emergência climática requer profundas mudanças nas cadeias energéticas globais. Num curto espaço de tempo, o mundo precisa reduzir sua dependência das poluentes fontes fósseis e aumentar a participação das energias renováveis e de menor impacto ambiental. Segundo um novo relatório da ONU lançado a poucos dias da COP27, reunião de clima que começa dia 06 de novembro no Egito, o mundo ainda está longe de frear a alta do termômetro a 1,5°C, como prometido no Acordo de Paris.
Em vez de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 43% até 2030, corte necessário para atingir a meta, os compromissos atuais dos 193 países signatários do pacto – conhecidos pela sigla NDC, ou Contribuições Nacionalmente Determinadas – levam ao aumento de emissões de 10,6% na próxima década em comparação com os níveis de 2010. Globalmente, as promessas inadequadas colocam a humanidade numa rota de aquecimento de 2,5°C até 2100 acima das temperaturas pré-industriais, um nível considerado “catastrófico”.
Diante da necessidade de mudanças radicais e aceleradas na forma como produzimos e consumimos energia, um tema se impõe no debate global e nacional: a transição energética justa, processo que olha muito além das inovações tecnológicas necessárias e considera os efeitos sociais dessa transformação na matriz energética mundial.

A sua energia é o nosso negócio.