Hidrogênio verde, a estrela ascendente entre as opções de energia limpa.
Na semana passada, quando foi aberta a Conferência Mundial sobre Mudanças Climáticas (COP 28), o plenário da Câmara aprovou projetos que apoiam a transição energética dos combustíveis fósseis para alternativas mais limpas. Entre elas, o hidrogênio verde e a regulamentação da energia eólica em alto mar.

Fernando Haddad, ministro da Fazenda, comemorou a aprovação do projeto do hidrogênio verde na Câmara, mas revela esperar que o texto seja aprovado no Senado “sem os penduricalhos”. “Será possível transformar aquilo em uma lei muito importante”, diz.
Hugo Figueiredo, presidente do Complexo de Pecém, no Ceará, comemora o interesse das empresas em assinar memorandos de entendimento em projetos de hidrogênio verde. Segundo o executivo, nos últimos 15 dias foram três empresas chinesas.
Durante a COP28, Aloizio Mercadante, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), falou sobre a importância do aumento da oferta de hidrogênio verde no país, com o Ceará na vanguarda e o Rio Grande do Sul se posicionando como potencial produtor. Para Mercadante, trata-se de uma competição saudável. “Quanto mais gente estiver produzindo melhor para a Brasil, para a economia e para o planeta”, diz.

Sem muitos detalhes, Mercadante diz que há vários projetos de hidrogênio verde, alguns em implantação e outros a serem financiados pelo BNDES. Ele lembra que o Brasil tem mais de uma rota e mais de uma metodologia
“Como é uma matriz de energia muito limpa, nós temos um ganho de competitividade extraordinário para produzir hidrogênio verde. Grandes empresas brasileiras, e não só brasileiras, estão entrando pesado na produção de hidrogênio verde”, cita.

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