A indústria petroquímica brasileira abraçou a transição energética, seja pelos custos mais competitivos das energias renováveis ​​hoje, seja para reduzir sua pegada de carbono e cumprir os compromissos climáticos para as próximas décadas.

Considerando as quatro grandes empresas petroquímicas que atuam no país – Braskem, Dow, Unipar e Unigel – já são pelo menos R $ 5,3 bilhões considerando contratos de longo prazo para compra de energia solar e eólica ou investimentos em autoprodução anunciados desde 2020 – e esse número vai crescer em breve.

A Unipar já possui dois convênios dessa natureza (com AES Brasil e Atlas Energia Renovável) e pretende gerar 70% da energia que consome no país, toda proveniente de fontes renováveis. A Unigel, que tem parceria com a Casa dos Ventos, e a Dow, que tem contratos com a Casa dos Ventos e a Atlas, também estudam novos projetos.

Com quatro parcerias no Brasil (com EDF Renewable, Voltalia, Canadian Solar e Casa dos Ventos), a Braskem mantém sua aposta na transformação do mix de geração de energia como um dos caminhos para a neutralidade de carbono até 2050. Com os acordos, o maior termoplástico A fabricante de resinas nas Américas contratou mais de 100 megawatts médios de fontes solares e eólicas.

“Melhoramos nossos custos e tornamos a empresa mais sustentável ao aumentar a participação de fontes renováveis ​​na matriz energética. Neste ano, já temos 50% contratados e nossa meta é chegar a 70% da energia renovável contratada para a operação brasileira ”, disse o presidente da Unipar, Mauricio Russomanno.

Para as empresas de energia elétrica, o crescente interesse do setor petroquímico por energias renováveis ​​tem ajudado a viabilizar grandes projetos no mercado livre de energia. As empresas petroquímicas costumam ser clientes de primeira linha na comercialização de energia e, muitas vezes, atuam como âncoras, garantindo a viabilidade financeira dos projetos.

Além dos tradicionais PPAs (contratos de compra de energia), a indústria tem se interessado cada vez mais por arranjos de autoprodução. Esse modelo inclui a criação de uma parceria entre a geradora de energia e o consumidor, o que traz vantagens adicionais ao negócio.

Além de poder reduzir o custo da energia com um contrato de longo prazo – tornando-se autoprodutor – o consumidor também fica livre de alguns encargos setoriais. Isso torna o preço da energia “imbatível”, disse Rogério Jorge, chefe de relacionamento com o cliente da AES Brasil. “O benefício é tão grande que o investimento compensa no médio prazo.”

Fonte:https://opetroleo.com.br/petroquimica-brasileira-energia-renovavel/