Iniciativa faz parte de um amplo plano de ação em sustentabilidade que pretende, até 2030, fabricar o destilado com 100% de energia limpa e zero carbono.
Apreciar um uísque Johnnie Walker deve ganhar, em breve, um apelo extra: a produção com energia limpa. A Diageo, dona da marca, anunciou nesta semana que pretende construir um grande parque de energia solar numa área ociosa da unidade de engarrafamento de Leven, na Escócia, de onde saem 40 milhões de caixas de destilados premium por ano.

Ainda aguardando permissão, o projeto inclui a instalação de 12.000 painéis solares, com capacidade para gerar 4 MW de eletricidade.

A iniciativa faz parte de um plano de ação mais abrangente da Diageo, maior produtora de destilados do mundo. Chamado The Next Steps, o programa visa diminuir a pegada ambiental da marca, restaurar paisagens naturais e reinventar o modo como seu uísque é feito, distribuído e consumido.

Um dos compromissos do projeto é que, até 2030, a produção inteira de Johnnie Walker seja de carbono zero e utilize 100% de energia renovável em todas as operações diretas. Também está entre as metas nesse período a redução de 20% no consumo de água no processo de fabricação de uísque nas destilarias, o equivalente a 76 piscinas olímpicas a menos por ano.
Uma das frentes mais ousadas do programa é, sem dúvida, com relação às embalagens. Em parceria com importantes especialistas em sustentabilidade, a marca vem trabalhando para se tornar sustentável também pelo design.

A grande novidade fica por conta da criação da primeira garrafa de destilado à base de papel do mundo, prevista para ser lançada em breve. Produzida também com energia limpa, é feita de polpa de madeira extraída de fontes renováveis certificadas e, após o consumo do uísque, pode ser descartada na lixeira.

A garrafa de papel Johnnie Walker terá uma pegada de carbono bem menor que as garrafas comuns de vidro e será 75% mais leve.

Paralelamente, a marca tem avançado em outras inovações de embalagem. As garrafas de vidro estão até 25% mais leves, gerando menos impacto ambiental – exceto as de Red Label e Black Label porque já são bastante leves.

Até 2025, o engarrafamento desses dois rótulos será feito com pelo menos 60% de vidro reciclado. E, em 2030, todas as garrafas de uísque terão essa composição, garantindo 13.000 toneladas de carbono a menos no meio ambiente.

Fonte:https://exame.com/negocios/johnnie-walker-uisques-energia-solar/