A definição de um mercado internacional de carbono é uma das negociações mais delicadas da Conferência do Clima da ONU que acontece em Glasgow, na Escócia.

O mercado de carbono, um estímulo financeiro para os países diminuírem suas emissões de CO2, já existe em vários países no âmbito nacional, mas a adoção de regras globais é mais complexa do que se pensava.

O Acordo de Paris, assinado em 2015, deu um impulso nesse sentido, ao determinar que todos os países terão objetivos de redução de gases de efeito estufa. Todos podem estar, portanto, potencialmente interessados em comprar ou vender CO2, conforme o andamento das suas metas. Quem emitiu mais do que deveria poderia adquirir “créditos” daqueles que deixaram de emitir ou cortaram mais emissões a que tinham “direito”.

O Brasil, um país agrícola, com a perspectiva de acabar com o desmatamento ilegal até 2028 e com forte potencial de desenvolvimento de energias renováveis, poderia oferecer cerca de 1 bilhão de toneladas de carbono nesse mercado até o fim da década, conforme um recente estudo da consultoria especializada em sustentabilidade WayCarbon.

O relatório aponta que esse crédito poderia movimentar em torno de R$ 100 bilhões – os valores são estimativos porque o preço do carbono ainda não foi determinado. Soluções como reflorestamento, manejo e restauração florestal podem ser “minas de ouro” em créditos de carbono.

Fonte:https://g1.globo.com/meio-ambiente/cop-26/noticia/2021/11/04/cop26-por-que-o-brasil-pode-ser-um-dos-maiores-beneficiados-com-o-mercado-de-carbono.ghtml